sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Nunca inimigos, Semelhantes!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Século XXI a Era da Educação

"Vivemos somente para descobrir a beleza. Tudo o mais é uma forma de espera".

Não se creia tratar-se de uma obsessão o regresso ao tema.
Da primeira vez, foi o olhar do Marcos que me suscitou uma reflexão sobre o ritual da "passagem de ano". Agora, serei reincidente porque, mais que divagar sobre o tempo e a sua medida, pretendo evocar uma previsão lida algures. O seu autor profetizava que "a idade da Educação" chegaria em meados do século XXI. Como vemos, não é em vão que alimentamos a esperança.
Só custará aceitar que a minha geração já por cá não ande, nesse tempo em que a Educação será, finalmente, encarada como assunto sério.
O tempo! Sempre o tempo! À escala do cosmos, o tempo de passar não é mais que um rasto de vaga-lume, ou estrela cadente.
E mesmo que pensemos que, quanto mais efémeras, mais belas são as vidas, a poesia de um precoce perecer não oculta uma trágica realidade: até meados deste século, ainda serão muitas as gerações a quem será negada a Educação que os seres humanos mais jovens merecem e que é possível, se, já hoje, quisermos que seja.Escrever sobre o ofício de educar é sempre um exercício precário. Por mais que o desejo desenhe possíveis futuros, quando escrevo para a Alice, ou para o Marcos, estou a escrever para os filhos dos filhos dos nossos filhos. Ser esperançoso também é isto: escrever para os netos, na apaziguadora certeza de que eles serão os nossos olhos e as nossas mãos, quando os seus filhos forem, finalmente, as crianças felizes e sábias que eu desejaria todas as crianças hoje fossem.O que nos resta como deliberação é o primeiro passo de cada dia.
É acolher cada afago do destino como primeiro e derradeiro. Nada mais. E encarar a fealdade dos dias como possibilidade do belo.
Senão, como conseguiríamos suportar desmandos engendrados pelos sistemas educativos que ainda temos? Mas a paciência já não é virtude bastante.
É preciso mais: não esperar. E não me move apenas o baixo rendimento académico dos alunos, bem expresso e documentado em recentes estudos.
Quem conseguirá explicar porque, séculos volvidos sobre Copérnico e Leonardo da Vinci, metade da população dos Estados Unidos ainda creia que é o Sol que gira em volta da Terra?
Como poderemos suportar a ideia de que uma professora acredite que Deus habita a Lua e que, por essa razão, advirta os seus alunos de que os homens nunca poderiam lá ter estado, e que os astronautas eram bonecos animados?
E quase nos faz morrer de desgosto o estudo que revelou que metade das crianças japonesas nunca viram um amanhecer ou um pôr-do-sol.Disse Kalil Gibran, "Vivemos somente para descobrir a beleza. Tudo o mais é uma forma de espera". Foi-me dado viver num tempo de espera.

A Alice, o Marcos, outras crianças, e adultos que não esqueceram as crianças que foram, são quem me guia na descoberta de beleza. Em todas as gerações há seres avisados, que não se deixam corroer pelos ácidos de tempos sombrios, seres que arejam instituições, abrindo janelas por onde penetram ventos de mudança.
Nas apáticas escolas que ainda vamos tendo (e merecendo?), a "Idade da Educação" já acontece, em espaços intersticiais, apenas acessíveis a olhares que se não deixaram corromper.
Todos os dias me chegam notícias de discretos prodígios. No segredo das suas salas, há professores que não esperam, que recriam.Pedagogia é arte. O ofício do educador é meticuloso, trabalho de precisão, como o é o dos ourives.
Mas um trabalho que não admite o erro, porque uma criança é um bem mais precioso que o ouro. Se o educador se recusar a refletir sobre o seu ofício, se ousar não o recriar - o que seria de esperar de um trabalhador intelectual - que se abstenha, no mínimo, de se aventurar em modas.
Continue fazendo o que uma tradição sem nexo e uma cultura profissional falida lhe ordenam que faça.
A não-directividade ingénua, o voluntarismo, o improviso são tão maléficos como o conservadorismo pedagógico que leva à reprodução de práticas escolares obsoletas, nos tempos de espera.Alivia esta espera o saber que a Idade da Educação chegará no tempo dos filhos dos filhos dos nossos filhos.
Não será tarde demais.
O Abée Pierre diz-nos que "a vida não é mais que um pouco de tempo que nos é dado para, se quisermos, aprendermos a amar no sempre para além do tempo". Nisso acredito.
E, se me é inacessível adivinhar como será o "tempo da Educação", imagino o que desejo que seja. Autorizo que a seta do olhar do sonho penetre num tempo além do tempo do mundo possível.
Porfiarei no precário exercício de escrita, sem acalentar outra intenção que não a de dizer o que é preciso que seja dito, neste tempo de espera.
Procuro desenvencilhar-me do fardo do ontem, certo de que o futuro não é mais que o "agora" que está por vir. Como o menino índio de uma fotografia do Sebastião Salgado (balançando numa rede, num gostoso fim de tarde sem relógio, nem agenda), entrarei em cada portal de Primavera, envolvido pelo ritmo das marés.
Sentir-me-ei envelhecer, como uma árvore no jardim da escola, sem ganhar raízes, por saber que neste mundo nada é nosso.
Mas sabendo, também, que tudo será possível no tempo dos filhos dos filhos dos nossos filhos.


JOSÉ PACHECO

sábado, 14 de março de 2009

Previsões que deram errado


Como você lida com os obstáculos que o Mundo apresenta em sua caminhada?

Como você recebe as oposições das pessoas, em relação a suas habilidades, ao seu potencial? Do que realmente somos capazes?

Alguns casos célebres de previsões e julgamentos do Mundo que deram errado, talvez possam iluminar estas reflexões e inspirar nossa jornada:

Após o primeiro teste cinematográfico de Fred Astaire, o memorando do Diretor de testes da MGM, datado de 1933, dizia assim:

Não sabe representar! Ligeiramente calvo! Dança um pouco.

Astaire conservou este memorando pendurado sobre a lareira, em sua casa, em Beverly Hills. Beethoven segurava o violino desajeitadamente, e preferia tocar suas próprias composições, ao invés de aperfeiçoar sua técnica.

Seu professor julgava-o um compositor sem futuro.

Os pais do famoso cantor de ópera Enrico Caruso, queriam que ele fosse engenheiro.

Seu professor lhe disse que ele não tinha voz e que não poderia cantar.

Um dos professores de Albert Einstein o descreveu como: Mentalmente lento, insociável e eternamente mergulhado em seus sonhos imbecis.

Louis Pasteur foi apenas um aluno mediano nos estudos do ensino fundamental. Ficou em décimo quinto lugar entre os 22 alunos de Química.

Dezoito editores recusaram a história de 10.000 palavras de Richard Bach sobre a gaivota sublime. Finalmente, em 1970, uma editora resolveu publicá-la.

Em 1975, já havia mais de sete milhões de exemplares vendidos, apenas nos Estados Unidos. Todos esses expoentes mostraram ao Mundo que seu julgamento estava errado.

Mostraram que somos nós apenas, na intimidade de nossa força de vontade, de nosso brilhantismo secreto, os únicos aptos para saber do que realmente somos capazes.

Os julgamentos do Mundo, das pessoas, são completamente insuficientes para avaliar o imo de nosso ser.

Avaliam situações momentâneas, cenas estanques, experiências isoladas, mas nunca aquilatam a potencialidade da alma.

Assim, todos esses gênios e tantos outros anônimos na Terra, de tempos em tempos surpreendem o Mundo com seu esplendor.

Ninguém melhor do que eles conheceu a palavra obstáculo.

Mas, certamente, não encararam as adversidades, as barreiras, como a maioria de nós ainda as enfrenta.

Onde ainda vemos impedimento, oposição, eles vêem superação, vêem oportunidade.

Oxalá se faça próximo o dia em que possamos olhar para trás, em nossas vidas, após uma grande conquista, e dizer: O Mundo estava errado. Eu fui capaz.

Celebremos a auto-superação sempre que possível.

Instauremos este hábito em nossos filhos desde pequenos, mostrando-lhes que as derrotas fazem parte do caminho, e que, ao invés de nos puxar para trás, quando bem compreendidas, nos impulsionam para frente.

E quando das vitórias, ao invés de erroneamente inflar-lhes o orgulho, fazendo comparações tolas com os outros, lembremos de lhes mostrar que estão melhores do que eram, e que isto é o mais importante.


Redação do Momento Espírita


quinta-feira, 12 de março de 2009

Ninguém é dono da sua felicidade

Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue a sua alegria, a sua paz, a sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
Somos livres e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão de ser da sua vida é você mesmo. A sua paz interior deve ser a sua meta.
Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda falta algo, mesmo tendo tudo, remeta o seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe dentro de você.
Pare de procurar a sua felicidade cada dia mais longe.
Não tenha um objetivo longe demais das suas mãos, abrace aqueles que estão ao seu alcance hoje.Se está desesperado devido a problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busque no seu interior a resposta para se acalmar, você é reflexo do que pensa diariamente.
Pare de pensar mal de si mesmo, e seja o seu próprio melhor amigo, sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar.
Então abra um sorriso de aprovação para o mundo, que tem o melhor para lhe oferecer... Hoje!

Paulo Roberto Gaefke

terça-feira, 10 de março de 2009

Mulher Especial


Há mulheres que são especiais.
Em dadas circunstâncias, parecem princesas ou mesmo rainhas, pois encantam, fascinam e mostram ter poderes de tal modo expressivos, diante dos quais dobramos a cerviz.
Há ocasiões em que são como administradoras ou economistas, quando se põem a organizar a vida do lar, seus movimentos e despesas, tudo aquilo que se compra e o que se põe na mesa, para a fruição de todos. Conseguem, muitas vezes, ajuntar alguma quantia que sobra para momentos mais difíceis.
Quantas vezes se mostram como agentes de disciplina? Alteiam a voz, como quem dá voz de comando, ordenam, impactam com o tipo de inflexão que utilizam, e põem, dessa maneira, tudo e todos em seus devidos lugares, dentro de casa.
São quais colegas, quais colegiais, variadas vezes. Envolvem-se com os petizes, brincam, jogam com eles; riem-se deles e com eles, até o momento justo de estancar a brincadeira.
Mulheres há que se tornam médicas ou enfermeiras, diante das necessidades dos seus filhos. Acolhem-nos, preparam-lhes poções e chás diversos, e, muitas vezes contrariando as instruções formais, dão-lhes xaropes e pastilhas. Se enfermos, banham-nos, põem-nos em seus leitos, recobrem-nos, acalentam e vigiam, dias ou noites, dias e noites, até que retornem à saúde.
Mas, dentre essas mulheres incríveis, especiais de verdade, temos aquelas que reúnem todas essas habilidades: são mestras, são agentes disciplinares; são administradoras e economistas, enfermeiras, psicólogas, são médicas. São cozinheiras, lavadeiras, artesãs e fiandeiras.
Conseguem ser governantas, serviçais e chegam a ser santas.
Essas almas geniais de mulher são alimentadas pelo estranho ideal de sempre entender, de atender e de sempre servir. São companheiras próximas dos anjos, são servidoras de Deus e mensageiras da vida.
São nossas fãs, amigas extremadas para quem nunca há nada impossível, quando se trata de atender-nos, de alegrar-nos, de ajudar-nos.
São mulheres sem igual.
Perfumam como flores, são ardentes como a chama e brilham como estrelas.
Nada obstante todos os encômios que lhes possamos dirigir, o que é mais tocante, mais comovente, é saber que uma dessas mulheres, incumbidas por Deus para mudar o mundo, ajudando-o a ser melhor, a ser um campo bom de se viver, tem uma missão particular.
Há uma mulher para quem o Criador entregou a missão de cuidar-me, de fazer-me estudar para entender, de ensinar-me a orar e a crescer, a respeitar a todos e a servir para o bem.
Essa mulher é um encanto em minha vida, e não há ninguém que se lhe assemelhe.
Ao vê-la, marejam-se-me os olhos e bate forte o meu coração.
Ela é tal qual amálgama de ouro e brilhante.
Ela é, por fim, a luz que torna meu caminho cintilante.
É aquela a quem chamo de minha mãe.

Ivan de Albuquerque

sábado, 31 de janeiro de 2009

Faltas

É possível que o constrangimento do companheiro tenha surgido do gesto impensado de tua parte.
O gracejo impróprio ou o apontamento inoportuno teria tido o efeito de um golpe.
Decerto, não alimentaste a intenção de ferir, mas a desarmonia partiu de bagatela, agigantando-se em conflito de grandes proporções.

De outras vezes, a mente adoece, conturbada.
Teremos ofendido, realmente.
A cólera ter-nos-á cegado o discernimento e brandimos o tacape da injúria.
Pretendemos aconselhar e cortamos o coração de quem ouve.
Alegando franqueza, envenenamos a língua.
No pretexto de consolar, ampliamos chagas abertas.
E começa para logo a distância e a aversão.

Se a consciência te acusa, repara a falta enquanto é cedo.
Chispa de fogo gera incêndio.
Leve alfinetada prepara a infecção.
Humildade é caminho.
Entendimento é remédio.
Perdão é profilaxia.
Muitas vezes, loucura e crime, dispersão e calamidade nascem de pequeninos desajustes acalentados.
Não hesites rogar desculpas, nem vaciles apagar-te, a favor da concórdia, com aparente desvantagem
particular, porquanto, na maioria dos casos de incompreensão, em que nos imaginamos sofrer dores e ser vítimas, os verdadeiros culpados somos nós mesmos.

(Justiça Divina- Francisco C. Xavier e Emmanuel)

Lei do Caminhão de Lixo


Certo dia um homem pegou um taxi e foi direto para o aeroporto.
Estava rodando na faixa certa quando de repente um outro carro saltou do estacionamento à sua frente.

O motorista do taxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista deste carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para eles.
O motorista do taxi apenas sorriu e acenou para aquela pessoa, bastante amigavelmente.

O Passageiro indignado questionou:
- Porque você fez isto? Este cara quase arruina o seu carro e as nossas vidas!!

Foi quando o motorista do taxi ensinou o que ele chama: “A Lei do Caminhão de Lixo".

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamentos.
A medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente.

Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragarem o seu dia.
A vida é muito curta para levantar de manhã com remorso, assim...
Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem.

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!

E já que é assim eu digo: Tenham um ótimo dia e um final de semana abençoado. Livres de lixo!!!

Paulo Kostella

domingo, 18 de janeiro de 2009

Vende-se Tudo


No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa. Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.

Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que se torna cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida. Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile.
Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.

Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.

Martha Medeiros

sábado, 10 de janeiro de 2009

De Coração para Coração


O que separa corações não é a distância, é a indiferença.
Há pessoas juntas estando separadas por milhares de quilômetros
e outras separadas vivendo lado a lado.

Muitas vezes nos importamos com o que acontece no mundo,
nos sensibilizamos e pensamos até em fazer alguma coisa,
mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado,
na nossa casa, na nossa família e mesmo na vizinhança.
Colocamos, sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam.

A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento;
e assim criamos distâncias quando estamos tão próximos.

As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem com elas
que elas passam a não notá-las mais, a não dar mais importância.

Mas, se quisermos transformar o mundo,
comecemos por transformar a nós mesmos.
Se quisermos entrar em combates para melhorar algo para o futuro,
que esse combate comece dentro da nossa própria casa.

Precisamos olhar os que estão ao nosso lado sempre com olhos novos.
Comunicar mais, destruir mais barreiras e construir mais pontes.
Precisamos nos dar de coração a coração.
A melhor maneira de acabar com a indiferença de uma pessoa
em relação a nós é amá-la.
O amor transforma tudo.

Não permita que pessoas ao seu lado morram de solidão!
Não permita que elas sintam-se melhor
fora de casa que dentro dela!
Dê atenção, dê do seu próprio tempo!
Comunique-se!
Assista menos televisão e converse mais.
Riam juntos.

Há quanto tempo você não diz para a pessoa
que vive ao seu lado que gosta dela?
A gente não recupera tempo perdido.
Mas podemos decidir não perder mais.

Vamos amar os corações que nos cercam e tentar alcançar
novamente aqueles que se distanciaram.

Há sempre tempo para se amar.
E se não houvesse, o próprio amor seria capaz de inventar.


(Letícia Thompson)