sábado, 31 de janeiro de 2009

Faltas

É possível que o constrangimento do companheiro tenha surgido do gesto impensado de tua parte.
O gracejo impróprio ou o apontamento inoportuno teria tido o efeito de um golpe.
Decerto, não alimentaste a intenção de ferir, mas a desarmonia partiu de bagatela, agigantando-se em conflito de grandes proporções.

De outras vezes, a mente adoece, conturbada.
Teremos ofendido, realmente.
A cólera ter-nos-á cegado o discernimento e brandimos o tacape da injúria.
Pretendemos aconselhar e cortamos o coração de quem ouve.
Alegando franqueza, envenenamos a língua.
No pretexto de consolar, ampliamos chagas abertas.
E começa para logo a distância e a aversão.

Se a consciência te acusa, repara a falta enquanto é cedo.
Chispa de fogo gera incêndio.
Leve alfinetada prepara a infecção.
Humildade é caminho.
Entendimento é remédio.
Perdão é profilaxia.
Muitas vezes, loucura e crime, dispersão e calamidade nascem de pequeninos desajustes acalentados.
Não hesites rogar desculpas, nem vaciles apagar-te, a favor da concórdia, com aparente desvantagem
particular, porquanto, na maioria dos casos de incompreensão, em que nos imaginamos sofrer dores e ser vítimas, os verdadeiros culpados somos nós mesmos.

(Justiça Divina- Francisco C. Xavier e Emmanuel)

Lei do Caminhão de Lixo


Certo dia um homem pegou um taxi e foi direto para o aeroporto.
Estava rodando na faixa certa quando de repente um outro carro saltou do estacionamento à sua frente.

O motorista do taxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista deste carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para eles.
O motorista do taxi apenas sorriu e acenou para aquela pessoa, bastante amigavelmente.

O Passageiro indignado questionou:
- Porque você fez isto? Este cara quase arruina o seu carro e as nossas vidas!!

Foi quando o motorista do taxi ensinou o que ele chama: “A Lei do Caminhão de Lixo".

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamentos.
A medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente.

Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragarem o seu dia.
A vida é muito curta para levantar de manhã com remorso, assim...
Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem.

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!

E já que é assim eu digo: Tenham um ótimo dia e um final de semana abençoado. Livres de lixo!!!

Paulo Kostella

domingo, 18 de janeiro de 2009

Vende-se Tudo


No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa. Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.

Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que se torna cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida. Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile.
Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.

Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.

Martha Medeiros

sábado, 10 de janeiro de 2009

De Coração para Coração


O que separa corações não é a distância, é a indiferença.
Há pessoas juntas estando separadas por milhares de quilômetros
e outras separadas vivendo lado a lado.

Muitas vezes nos importamos com o que acontece no mundo,
nos sensibilizamos e pensamos até em fazer alguma coisa,
mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado,
na nossa casa, na nossa família e mesmo na vizinhança.
Colocamos, sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam.

A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento;
e assim criamos distâncias quando estamos tão próximos.

As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem com elas
que elas passam a não notá-las mais, a não dar mais importância.

Mas, se quisermos transformar o mundo,
comecemos por transformar a nós mesmos.
Se quisermos entrar em combates para melhorar algo para o futuro,
que esse combate comece dentro da nossa própria casa.

Precisamos olhar os que estão ao nosso lado sempre com olhos novos.
Comunicar mais, destruir mais barreiras e construir mais pontes.
Precisamos nos dar de coração a coração.
A melhor maneira de acabar com a indiferença de uma pessoa
em relação a nós é amá-la.
O amor transforma tudo.

Não permita que pessoas ao seu lado morram de solidão!
Não permita que elas sintam-se melhor
fora de casa que dentro dela!
Dê atenção, dê do seu próprio tempo!
Comunique-se!
Assista menos televisão e converse mais.
Riam juntos.

Há quanto tempo você não diz para a pessoa
que vive ao seu lado que gosta dela?
A gente não recupera tempo perdido.
Mas podemos decidir não perder mais.

Vamos amar os corações que nos cercam e tentar alcançar
novamente aqueles que se distanciaram.

Há sempre tempo para se amar.
E se não houvesse, o próprio amor seria capaz de inventar.


(Letícia Thompson)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Qualidade de Vida

Têm-se falado muito a respeito da qualidade de vida. Fazem-se comparações entre o passado e o presente. Fala-se das conquistas médicas, que possibilitam uma perspectiva maior de vida, do conforto que a tecnologia proporciona.
Tudo está correto. Contudo, estamos nos esquecendo de olhar para outro lado.

Referimo-nos aos idosos que são deixados nos asilos, nas clínicas de repouso ou mesmo em dependências específicas do lar, entregues à ociosidade, ao não fazer nada.

Consideram alguns que basta ao idoso ter alimentação, estar asseado, ter um lugar para sentar, outro para dormir.

Estamos nos esquecendo de que são seres humanos, que foram produtivos até ontem.

Foram jovens, amaram, tiveram sonhos, criaram filhos, educaram e os entregaram ao mundo. A sociedade de hoje também é produto dos seus esforços.

E não é simplesmente por estarem em idade avançada que deixam de ter sonhos, de acalentar esperanças.

Somos nós mesmos, pelas nossas atitudes, que lhes incutimos a crença de que somente devem aguardar a morte, que já fizeram tudo o que podiam.

Dia desses, ouvimos de uma senhora que os idosos precisam de quietude e repouso, que não podem sair da rotina para não ficarem atrapalhados, confusos.

Que eles necessitam estar sozinhos, que a presença da família os prejudica.

Mas colocando-nos no lugar deles, será que almejaríamos ficar assim, em um quarto a sós, sem quem nos falasse, incentivasse, visitasse?

Será que o fato de envelhecermos faz com que o coração esqueça os afetos e desejemos a solidão?

Por isso é que os que entram na velhice e avançam no tempo, vivem de recordações. Nós não lhes alimentamos as horas com as nossas presenças.

Por que não permitir que as crianças lhes façam companhia, brinquem com eles, os agradem?

Agindo assim, permitiremos ao idoso a convivência com a alegria, a música, a vivacidade dos pequenos, suas mil peripécias, tanto quanto estaremos dando às crianças lições de vida.

Afinal, se chegarmos à idade dos nossos avós, como gostaríamos de ser tratados? Desejaríamos ser isolados do restante da família, simplesmente porque já não seguramos com tanta firmeza o talher, ou derramamos o alimento?

Lembremos de como nos trataram nossos pais, quando criança. Jamais fomos isolados num canto da casa, pelo simples fato de não sabermos sustentar a colher ou nos lambuzarmos, no aprendizado de levar o alimento à boca.

Se rodeamos a infância de cuidados e atenções, não nos esqueçamos dos nossos idosos, que envelheceram no labor e com seu suor nos forneceram bases para o que hoje somos.

Não afirmemos simplesmente: Idoso é assim mesmo. Porque cada um deles é um ser único, com sua individualidade, sua gama de sonhos e carências.

Ornemos a vida dos nossos queridos velhos com nossa presença amiga, alegre, otimista. Afinal, se não morrermos antes, também chegaremos lá.

* * *

Ante os que te precederam nos anos e galgaram mais cedo os degraus da idade, tem paciência.

Cerca-os com o teu carinho e ampara-os nas suas necessidades.


Redação do Momento Espirita

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Um Poema chamado Amor

Se toda dor que dilacera for o alicerce de um encontro com Deus...
Se toda a inveja que corrói se converter em Admiração...
Se toda a mágoa se diluir em colírio para enxergarmos o Perdão...
Se eu puder ser seu Amigo e você acreditar nisso...
Se a descrença abandonar o ser para que nele se instale a fortaleza da Fé...
Se a ganância e o egoísmo capitularem frente à união das pessoas que sonham viver em Paz...
Se o medo de ser infeliz se transformar em Coragem para viver essa grande aventura chamada Vida...
Se o pai compreender o filho.
Se o pai for sincero com o filho.
Se o filho se lembrar que o pai já foi filho...
E filhos sempre erram. Seres humanos.
Se o comodismo e a inércia pertencerem apenas ao passado e ao presente restarem Desafios, Sonhos de Conquista...
Se o desânimo, na falta de rima se fizer ausente, e na inspiração surgir uma enorme Força de Vontade...
Se as palavras ásperas se perderem na brisa e dela soprar um sussurro de Carinho...
Se o olhar de ódio esfarelar frente ao Sorriso do odiado...
Se a mentira for erradicada pela Verdade absoluta...
E se a verdade for motivo de Alegria...
A vida será um poema:
Um poema chamado Amor.

(Flavius Versadus)


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Analfabetos de Céu

Numa escola de ensino fundamental, uma menina de 7 anos faz um desenho de uma paisagem com tintas coloridas.
Era a tarefa do dia na aula. Pintar um lugar onde eles gostariam de estar.
A menina se esmerou com a palheta de cores, e produziu, empolgada, sua obra de arte.
Ansiosa, levantou-se da cadeira e foi mostrar à professora.
Ao ver a pintura, a educadora notou algo estranho já de súbito.
Disse baixinho um “muito bem”, para incentivar a criança, fez um carinho e pegou o desenho em mãos.
Os trabalhinhos seriam expostos no outro dia no mural da escola.
No intervalo para o lanche, a professora não se conteve, pegou o desenho e foi mostrar às outras que se encontravam na secretaria da escola.
Ela queria uma opinião sobre aquilo. Algumas delas eram mais entendidas em psicologia infantil, e quem sabe poderiam ajudá-la a decifrar o que estava pintado ali.
“O que será que ela quis dizer com isso? Isso deve estar mostrando algum sentimento, algo que ela tem guardado. O que será?”
As amigas de profissão não souberam dizer. Algumas disseram que não era nada, que não deveria se preocupar. Mas ela estava “encafifada”, se poderia dizer.
Voltou à sala de aula, e resolveu que, ao final do período, iria conversar com a menina e perguntar a ela o que significava.
Chamou-a então, com discrição, à sua mesa e perguntou, com a pintura na mão:
“Querida, você pode explicar algo para a tia?” – A criança acenou com a cabeça.
“Se o céu é azul, por que você desenhou um céu cor-de-rosa?”
“Mas o céu não é azul, tia!” – Respondeu ela, com educação.
“Quem diz que o céu é azul é analfabeto de céu!
Ontem, no final da tarde, o céu atrás de minha casa estava assim, rosa.
Esses dias vi um céu laranja! À noite ele é sempre preto, ou azul escuro, mas de dia ele pode ser cinza claro, cinza escuro, vermelho...
Sabe... Uma vez vi uma tempestade tão grande no céu, que ela chegou a pintar o céu de verde! Não é todo mundo que acredita, mas eu vi, era verde.”
A menina fez um verdadeiro discurso sobre as cores do céu, deixando boquiaberta a professora desatenta.
Ela nunca havia parado para pensar nisso. Aceitou tão facilmente a verdade, o clichê de que o céu é azul, que acabou esquecendo a variedade de cores possíveis no zimbório terreno.
Percebeu então como as crianças têm uma sensibilidade admirável, e que muito tinha a aprender com elas.
Com certeza, na próxima vez, antes de achar que possa existir algum problema numa criança, iria se analisar, para perceber se não era sua sensibilidade que precisava de escola.
* * *

Toda criança é especial, e merece ser tratada como tal.
Da mesma forma como nem sempre o céu é azul, cada criança tem suas particularidades, e os educadores precisam estar atentos a elas.
Não se pode usar uma mesma fórmula, um mesmo padrão de ensino ou educação no lar, para todas as crianças.
Faz-se necessário ajustes, adequações, atenções individualizadas.
Todo céu é belo, mesmo sendo amarelo, rosa, vermelho ou negro.

Redação do Momento Espírita.



Tempo Certo

Em um dos livros bíblicos – o Eclesiastes – há um texto de grande beleza. É o capítulo 3.
Esse texto, que é atribuído ao sábio Rei Salomão, versa sobre o tempo e é uma preciosa lição.

Diz que tudo tem o seu tempo determinado, e que há tempo para todo o propósito sob o céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer. Tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.

Tempo de derrubar, e tempo de edificar. Tempo de chorar, e tempo de rir ou de dançar.

Tempo de abraçar, e tempo de afastar-se. Tempo de buscar, e tempo de perder.

Tempo de guardar, e tempo de lançar fora. Tempo de rasgar, e tempo de costurar.

Tempo de calar, e tempo de falar.

É uma sábia avaliação do ritmo e das leis que regem a vida. Nascemos quando precisamos de mais uma experiência na Terra.

E devemos deixar o corpo, no momento exato em que já cumprimos nossa missão na Terra. Nem antes, nem depois, mas no exato momento em que Deus nos convida a voltar para a nossa casa celeste.

Há a hora certa para falar: é quando nos dispomos a consolar o que chora, a emprestar um ombro amigo, a dar um bom conselho.

Há o momento de silenciar, quando basta segurar a mão de alguém e transmitir solidariedade.

E há o momento de calar, para não ofender, magoar, maltratar.

Há o momento de plantar e o de colher. Não podemos esquecer que tudo o que semearmos livremente, seremos obrigados a colher mais tarde.

É uma lei universal chamada causa e efeito: a vida nos devolverá na exata medida do que fizermos.

Seríamos tão mais felizes se observássemos o momento adequado de todas as coisas.

A vida requer olhos atentos. Não apenas os olhos físicos, mas as janelas da alma que são capazes de identificar necessidades e potenciais alheios.

As almas sensíveis reconhecem a hora certa de agir.

Diz o texto do Eclesiastes que não há coisa melhor do que alegrar-se e fazer o bem. Somente um sábio seria capaz de dizer tão profunda verdade com tanta simplicidade!

Viver contente com todos os aprendizados que a vida traz é uma arte pouco praticada e quase desconhecida.

Saber alegrar-se com as pequeninas coisas de todo dia. Descobrir poesia em pétalas de flor, luares e poentes.

E fazer o bem? Há atividade mais agradável aos olhos de Deus que amar todos os seres, respeitar a Criação Divina, impregnar-se de ternura?

É esse sentimento de admiração à obra divina que fez o sábio Salomão escrever:

“Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente. Nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar.”

Sim, diante da obra divina, só nos cabe entender que nada acontece sem que o Pai Celeste saiba e permita. Embora debaixo do sol haja mais impiedade que demonstrações de amor, mais iniqüidade que justiça, acredite: tudo está correto e seguindo a vontade Divina.

Isso é tranqüilizador.

O importante não é a maneira como os outros agem, mas como nós agimos.


* * * *

Não se preocupe com os outros. Preste contas apenas de sua vida e de seus atos.
Alegre-se com o amor de Deus, aja de forma reta, tenha a consciência asserenada pelo dever cumprido. Tudo isso se transforma automaticamente em felicidade.

Redação do Momento Espírita

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz Ano Novo

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho.
É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora.
Claro que a vida prega peças.
O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais (Perdemos pessoas que amamos)...
Mas, pensa só: Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Eu quero viver bem... e você?
2008 foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões, tristezas, perdas, reencontros.
Normal...
Às vezes, se espera demais. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou.
Normal ...
2009 não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições,
a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí?
Fazer o que ? Acabar com o seu dia?
Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo para todos nós é sabedoria.
E que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência.
O nosso desejo não se realizou? Beleza...
Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento
(me lembro sempre de uma frase que ouvi e adoro:
"cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade").
Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano...
Mas, se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial!
2009 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e
egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar.
Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2009 pode ser o bicho, o máximo,
maravilhoso, lindo, especial!
Depende de mim... de você.
Pode ser... e que seja!

Arnaldo Jabor